Antes
de entrarmos no período do século XX é preciso falar de dois
personagens que foram influentes na Europa na arte da ilustração e
também contribuiram para o avanço da arte pin up como a conhecemos
hoje; são eles: Alphonso Mucha e Jules Cheret. Em Paris no final
século XIX esses dois artistas pintavam posteres para o teatro com
figuras de belas muheres em poses sensuais, era um prelúdio do que
em breve haveria de acontecer na arte da ilustração. Mucha e
Cheret foram pioneiros na arte publicitária artística e grandes
representantes da Art Nouveau.
A arte de pintar posteres tornara-se uma escola também no novo continente, em breve traria à vida as ''garotas penduradas''.
A arte de pintar posteres tornara-se uma escola também no novo continente, em breve traria à vida as ''garotas penduradas''.
As garotas Ziegfeld
As coristas das Ziegfeld Follies ficaram famosas por sua beleza e graça durante a década de 1910 e 20 e dizem ter ''afrouxado os espartilhos" das meninas de Gibson, transportando os esboços idealizado por Gibson para um estágio em que as meninas posavam seminuas. As Ziegfeld Girls foram as primeiras pin ups cheesecake nos anos 20, muitas delas fizeram fama e fortuna no cinema ou casaram-se com homens ricos da época. Fotografadas por Alfred Cheney Johnston que registrava a performance das modelos pin ups, muitas delas tornavam-se atrizes como Joan Crawford e Lucille Ball. A Arte Pin-Up passava para o próximo estágio de evolução e os loucos anos 20 foram de extrema importância neste processo, o qual as mulheres começam a ousar em suas atitudes demostrando mais liberdade artística e de comportamento diante de uma sociedade que até então era totalmente recatada e moralista.Neste mesmo período, por volta dos anos 1920 quando arte cinematográfica estava em pleno desenvolvimento, as atrizes do então cinema mudo, Florence Lawrence e Mary Pickford personificaram o ideal de beleza feminina impulsionando para além das fronteiras norte americanas e do limites do palco levando ao mundo uma nova tendência na e no comportamento fora dos padrões da realeza . O mundo estava mudando. Neste período, a idade de ouro das ilustrações estava em plena flor. A nova indústria cinematográfica alimentou o apetite do público por revistas dedicadas a seus heróis na celuloide. Em 1800, um vislumbre do tornozelo nu de uma mulher poderia ser considerado escandaloso. Compare isso com as meninas descaradamente sexuais dos loucos anos vinte por Enoch Bolles, George Quintana e Earle K. Bergey apenas uma geração mais tarde! As corporações e agências de publicidade também foram disputando os serviços de artistas talentosos para criar identidades ao qual público iria responder.

Enoch Bolles
George Quintana
Earle K. Bergey
A Era de Ouro da Arte Pin-Up
Uma
garota pin-up é basicamente o ideal de um homem da "mulher
perfeita". Pin-Ups existem desde a década de 1890 , mas tornou-se
mais popular na década de 1940 (confira a primeira parte desta história clicando neste link). Muitas "pin ups" eram
fotografias de celebridades que foram consideradas símbolos sexuais.
As Pin-ups representavam em média, ''tudo'' o que uma mulher
aspirava e refletia um lado glamouroso da vida que parecia estar
faltando nos anos quarenta e cinquenta. Estas imagens podem ser
encontradas em quase qualquer lugar; revistas, calendários,
cartazes, jornais, cartões postais ou mesmo em cromolitografias.
Posteriormente, posteres de "pin-up " eram produzidos em
massa.
Durante
o período da II Guerra Mundial, houve um verdadeiro bombardeio
causado pelas figuras das mais belas mulheres que o cinema americano
já teve em seu vasto arsenal. Belas e atraentes elas provocavam um
verdadeiro frisson por onde passavam e não só estavam presentes em
fotos carregadas por oficiais militares como também penduradas nas
paredes e em seus armários assim como nas garagens da grande
maioria dos homens da época. Marinheiros, soldados, trabalhadores de
todas as classes, todos eles tinham em comum a paixão pelas belas
mulheres que Hollywood exibia em seus filmes. Foi com este cenário
que Betty Grable tornou-se um reforço para as topas americanas. A
ilustração da loira mais desejada do momento estampava os posteres
presentes nos armários desses homens que creditavam a ela o título
de ''a arma secreta'' do exercito americano. Outras
pin-ups eram trabalhos artísticos, freqüentemente representando
versões idealizadas do que alguns imaginavam como uma mulher bonita
e atraente deveria ser parecida. Acredita-se quase por unanimidade que Gil Elvgren foi o melhor artista pin-up que o mundo já conheceu.
A partir da década de 1930 através de meados 1972, Elvgren produziu
mais de quinhentos quadros de de suas belas garotas, suas obras são
reconhecidas nos cinco continentes, não se fala em pin-up sem que as
obras de Elvgren não sejam mencionadas.
A
Força Aérea Americana havia desenvolvido a ''Art Nose'' (imagens), onde
aviões de carga, bombardeiros e caças recebiam pinturas de tigres
ferozes, águias e tubarões em sua fuselagem. Com o estouro do
sucesso das pin ups no meio militar causados por Betty Grable,
considerada a número um entre os soldados; além de Rita Hayworth, Marilyn Monroe, Dusty Anderson, Jean Harlow e muitas outras, os pilotos colavam posteres na fuselagem de
seus aviões. Assim como na primeira guerra a imagem das belas meninas
incentivavam os homens a lutar. Muitas dessas ilustrações usadas
pelos pilotos foram criações de Alberto Vargas, outro grande nome
da Arte Pin -up. As chamadas pin ups bombshell surgiram com a art
nose, pois além de serem pintadas na fuselagem, eram pintadas nas
bombas, uma forma que os soldados tinham de se divertir nos campos de
batalhas mostrando de forma sarcástica o estrago que uma loira fatal
poderia fazer. Jean Harlow foi a primeira representante das pin-ups bombshell. Enquanto os anos passavam e o abuso
e exploração sexual de mulheres tornaram-se mais evidentes a art
nose deixou de ser reproduzida gradualmente. Trinta anos mais tarde
foi oficialmente banida pelo Exército Americano e hoje só pode ser
encontrada em museus que contam a história da II Guerra.
A Arte Pin-up atingiu o seu apogeu durante a
Segunda Guerra Mundial, e especialistas em arte dizem que ela nunca
voltara a ser a mesma.
Em 1953 Hugh Hefner lança a revista Playboy usando as ilustrações das pin-ups como fonte de inspiração e Marilyn Monroe estampou a primeira capa. Hefner acreditava que o futuro das garotas estavam na fotografia. No ano de 1955 a maioria das capas de revistas mais se pareciam com a Playboy do que com os posteres de pin-ups que 10 anos antes eram tão populares. Ultrapassada em popularidade as pin-ups foram substituídas pelas imagens nuas de atrizes e modelos famosas estampadas mensalmente pela revista Playboy.Com a chegada dos anos 70 o interesse pela Arte Pin-up foi caindo no esquecimento, os grandes artistas estavam quase todos mortos e consequentemente o mercado dos calendários já não via a arte como antes. Muitos originais foram descartados e os que se salvaram não eram valorizados. Parecia o fim para as pin-ups. Charles Martignette um fã aficionado das belas garotas do calendário desde os oito e que adquiriu sua primeira ilustração aos 27 anos, colecionava 4.300 ilustrações de diversos pintores. Charles passou os anos de 1980 comprando tudo o que podia e o que encontrava de arte pin-up, ele as guardou em um armazém não expondo a ninguém. Martignette morreu inesperadamente de um ataque cardíaco em 2008, momento em que sua extensa coleção de 4.300 peças foi passada para a Heritage Auctions em Dallas, Texas. Demorou 12 leilões ao longo de quatro anos para desmantelar o compêndio maciço, a maior coleção original de arte pin-up.
Em 1953 Hugh Hefner lança a revista Playboy usando as ilustrações das pin-ups como fonte de inspiração e Marilyn Monroe estampou a primeira capa. Hefner acreditava que o futuro das garotas estavam na fotografia. No ano de 1955 a maioria das capas de revistas mais se pareciam com a Playboy do que com os posteres de pin-ups que 10 anos antes eram tão populares. Ultrapassada em popularidade as pin-ups foram substituídas pelas imagens nuas de atrizes e modelos famosas estampadas mensalmente pela revista Playboy.Com a chegada dos anos 70 o interesse pela Arte Pin-up foi caindo no esquecimento, os grandes artistas estavam quase todos mortos e consequentemente o mercado dos calendários já não via a arte como antes. Muitos originais foram descartados e os que se salvaram não eram valorizados. Parecia o fim para as pin-ups. Charles Martignette um fã aficionado das belas garotas do calendário desde os oito e que adquiriu sua primeira ilustração aos 27 anos, colecionava 4.300 ilustrações de diversos pintores. Charles passou os anos de 1980 comprando tudo o que podia e o que encontrava de arte pin-up, ele as guardou em um armazém não expondo a ninguém. Martignette morreu inesperadamente de um ataque cardíaco em 2008, momento em que sua extensa coleção de 4.300 peças foi passada para a Heritage Auctions em Dallas, Texas. Demorou 12 leilões ao longo de quatro anos para desmantelar o compêndio maciço, a maior coleção original de arte pin-up.
As Pin-ups clássicas emergiram de seu
estado negligenciado graças a uma exposição organizada por Louis
Meisel em 1982 e da publicação de "The Great American Pin-up"
em 1996 publicada pela editora Tashen. Desde
que a TASCHEN lançou o livro The
Great American Pin-up,
o interesse internacional nesta forma de arte distintamente americano
aumentou exponencialmente. Pinturas de artistas importantes como
Alberto
Vargas,
George
Petty,
e Gil
Elvgren
que
foram vendidos por cerca $ 2.000 em 1996 estão valendo mais $
200.000 hoje.
Nos
últimos anos do lado de cá do Atlântico, tem surgido um verdadeiro renascimento por parte dos
admiradores da Arte Pin-up grande parte disso através de uma busca
pelos estilos vintage e retro baseados nos anos 30 a 60. No Brasil a
Arte Pin-up ainda não é muito conhecida, com a popularização da
internet e uso em massa das redes sociais, os amantes apaixonados
dessa arte encantadora aos poucos tem feito seguidores e
profundos admirados, esta que vos escreve é uma delas. Graças a essa ''volta ao passado'' não só a arte pin up tem ganho mais espaço, mas todo estilo vintage vem ganhando adeptos, para alguns como um simples hobby para outros uma busca por referencias culturais e morais.
Sinceramente eu gostaria de citar alguns nomes de representantes contemporâneos da Arte Pin-up mas infelizmente todos os que pesquisei porque confesso, não conheço os artistas atuais; ficarei em dívida, salvo por uma artista chamada Olivia de Berardines, vi alguns de seus trabalhos nas pesquisas que tenho feito durante o tempo em que escrevo para o blog, mesmo assim se eu ver um de seus desenhos não poderia identifica-lo logo de cara. Posso estar sendo injusta, mas em minha humilde opinião, não ha artista atual que se compare aos clássicos, quem sabe ao longo dos anos eles também conquistem o mesmo prestígio que os grandes ilustradores da Era de Ouro da Arte Pin-Up possuem hoje.
Sinceramente eu gostaria de citar alguns nomes de representantes contemporâneos da Arte Pin-up mas infelizmente todos os que pesquisei porque confesso, não conheço os artistas atuais; ficarei em dívida, salvo por uma artista chamada Olivia de Berardines, vi alguns de seus trabalhos nas pesquisas que tenho feito durante o tempo em que escrevo para o blog, mesmo assim se eu ver um de seus desenhos não poderia identifica-lo logo de cara. Posso estar sendo injusta, mas em minha humilde opinião, não ha artista atual que se compare aos clássicos, quem sabe ao longo dos anos eles também conquistem o mesmo prestígio que os grandes ilustradores da Era de Ouro da Arte Pin-Up possuem hoje.
Que blog mais vintage lindo!
ResponderExcluirAmei!
Já estou te seguindo!
Beijão <3 <3
vintageiz.blogspot.com
@Iza Owmmm cherry fico feliz que tenha gostado, seja bem vinda ao blog, conto com sua participação, bjoks de cereja.
ResponderExcluirAdorei o texto,mas confesso que me apaixonei pelas imagens rsrs
ResponderExcluirBeijos
cherrycriis.blogspot.com
@Cris Alves Cris imagina meu dilema na seleção das imagens! Minha vontade era por todas, rsrs. Obrigada cherry, esse artigo foi um grande desafio pra mim, o texto ficou bem longo mas é tanta história que seria um crime não conta-la.
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